Na tradição africana, comer é um ato sagrado. A Culinária do Orixá (ou Comida de Santo) é a forma mais direta de troca de energia entre o orum (mundo espiritual) e o aiê (mundo material).
Cada divindade tem sua preferência vibracional. O dendê de Èṣù, o inhame de Ògún, o amalá de Xangô ou a canjica branca de Oxalá.
A cozinha de santo é um espaço de silêncio e prece. O axé começa na limpeza dos alimentos e termina na forma como são oferecidos, servindo tanto para alimentar a divindade quanto para unir a comunidade após o ritual.