Nada é feito por vontade própria ou "achismo". Os elementos, o local e o propósito do Ẹbó são estritamente determinados através do jogo de búzios ou do Ifá. É o oráculo que diagnostica qual energia precisa ser apaziguada ou potencializada.
O ritual utiliza ingredientes que carregam o Axé (força vital). Podem incluir grãos, óleos, ervas, frutas, águas, mel e, em casos específicos, o sacrifício animal (que representa a doação máxima de vida e sangue vital para a divindade).
O Ẹbó não é um ato mecânico. Ele exige a presença do zelador de santo (Pai ou Mãe de Santo) e a postura de humildade e fé do consulente, unindo o gesto físico à reza (Adura).
Para compreender a profundidade do Ẹbó, é preciso entender que, na visão africana, o universo é um sistema de trocas constantes. Nada se move sem uma contrapartida de energia. O Ẹbó é o instrumento que formaliza essa troca.